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As expectativas de um retorno expressivo permitiram que o S&P 500 registrasse um novo recorde pela primeira vez em duas semanas. O rali entrou em seu quinto dia, o que ressalta de forma clara a importância dos resultados corporativos para os investidores. A liquidação no setor de saúde, após a notícia de que as taxas do Medicare permaneceriam inalteradas, pouco contribuiu para os ursos no índice amplo.
O mercado concentrou-se mais nos relatos de aumento dos fluxos de caixa e das distribuições aos acionistas da General Motors, o que impulsionou a ação em quase 9%. Cerca de cem empresas divulgarão resultados do quarto trimestre na última semana de janeiro, incluindo Microsoft, Meta Platforms, Tesla e Apple. Analistas de Wall Street esperam que as Sete Magníficas apresentem crescimento de aproximadamente 20% nos lucros no período entre outubro e dezembro. Acesse o link para mais detalhes.
O dólar conseguiu se recuperar na primeira metade da sessão de quarta-feira, com o índice do dólar dos EUA avançando da mínima de terça-feira, a mais fraca já registrada desde março de 2022, em 95,52, para a região de 96,20. Ainda assim, a moeda permanece sob pressão, e o USDX continua em zona de mercado baixista global, abaixo do nível estratégico de suporte em 96,80.
A dinâmica atual sugere que o repique de alta do dólar tem caráter corretivo, enquanto a tendência predominante segue sendo de queda. Economistas observam que problemas estruturais de longo prazo — como a crescente desconfiança em relação à política comercial e externa dos EUA, a politização do Fed e o enfraquecimento da disciplina fiscal — continuam a pesar sobre a moeda, sobrepondo-se a um pano de fundo cíclico mais neutro. Acesse o link para mais detalhes.
Como esperado, o banco central dos EUA manteve sua taxa de política monetária inalterada na reunião de janeiro. A atenção do mercado, portanto, voltou-se para a coletiva de imprensa de Jerome Powell. O que foi dito? O presidente do Fed afirmou que a economia dos EUA continuou a crescer a um ritmo constante em 2025 e enfatizou que seus fundamentos permanecem sólidos.
Ao mesmo tempo, observou que o aumento da dívida pública segue um caminho insustentável e que o déficit orçamentário é inaceitável. Powell ressaltou a importância de tratar desse problema prontamente. Quanto a futuros cortes de juros, afirmou que os critérios para reduzir a taxa de política monetária ainda não foram estabelecidos. Acesse o link para mais detalhes.
A boa notícia para o S&P 500 é que os lucros corporativos podem crescer em dois dígitos pelo terceiro ano consecutivo. A má notícia é que esse cenário já está incorporado ao consenso do mercado. No fim de 2025, nenhum analista de Wall Street previa uma queda do índice amplo no ano seguinte. As pesquisas com investidores eram inequivocamente otimistas. Por ora, o mercado acionário vem correspondendo às expectativas — mas isso não seria apenas um caso de comprar o rumor? Até que ponto uma eventual venda diante dos fatos poderia levá-lo?
O ano de 2026 pode, de forma legítima, ser chamado de um ano de convulsões. Episódios envolvendo Venezuela, Irã e Groenlândia, além das ameaças da Casa Branca de impor novas tarifas à Europa, à Coreia do Sul e ao Canadá, poderiam ter afastado investidores das ações dos EUA. Ainda assim, em grande medida, esses fatores negativos são tratados apenas como ruído. A economia americana segue forte, o que implica resultados corporativos sólidos e sustenta o argumento de compra para o S&P 500. Acesse o link para mais detalhes.