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Na última sexta-feira, os índices de ações dos EUA encerraram o pregão em alta. O S&P 500 subiu 0,19%, o Nasdaq 100 registrou alta de 0,10% e o Dow Jones Industrial Average ganhou 0,19%.
Os preços do petróleo retomaram a trajetória de alta após o presidente dos EUA, Donald Trump, expressar dúvidas sobre o cumprimento do acordo de cessar-fogo com o Irã, reforçando as preocupações com um possível fechamento prolongado do Estreito de Ormuz.
Os mercados asiáticos registraram forte volatilidade depois que um importante político sul-coreano sugeriu o pagamento de dividendos à população financiados por lucros corporativos ligados à inteligência artificial.
Esse cenário pressionou o mercado de renda fixa: o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu um ponto-base, para 4,42%, enquanto o dólar americano avançou frente a todas as moedas do G10, à medida que os investidores buscaram liquidez em ativos considerados seguros.
Como mencionado anteriormente, a maior volatilidade na Ásia veio da Coreia do Sul. O índice KOSPI despencou 3,1% após Kim Young-beom, chefe do gabinete presidencial, afirmar que o país deveria distribuir dividendos à população financiados por impostos sobre lucros relacionados à IA. O índice MSCI Asia Pacific recuou 0,4% após a notícia.
Os contratos futuros apontam para uma queda de cerca de 0,7% na abertura dos mercados europeus. Os futuros dos principais índices de Wall Street também recuaram, após os benchmarks americanos encerrarem a segunda-feira em máximas históricas.
Enquanto isso, o S&P 500 completou uma sequência de seis semanas consecutivas de alta — uma das mais longas de sua história — acumulando valorização superior a 16% no período, o movimento mais forte desde a crise financeira global de 2008. Novos agravamentos das tensões no Oriente Médio podem ameaçar a continuidade desse rali.
Embora os sólidos resultados corporativos nos EUA e a retomada do setor de inteligência artificial tenham levado a uma nova rodada de revisões otimistas para o fechamento do ano em Wall Street, a atenção do mercado nesta semana estará voltada para os dados de inflação dos EUA. Esses números indicarão quanto da pressão inflacionária provocada pelo conflito já foi transmitida para a economia e poderão alterar as expectativas em relação ao caminho da política monetária do Federal Reserve.
Até o momento, as tensões no Oriente Médio não prejudicaram de forma relevante o impulso de crescimento da economia americana, mas uma escalada prolongada pode mudar esse cenário. O cessar-fogo entre EUA e Irã continua frágil: ontem, Donald Trump afirmou que o acordo estava em risco após rejeitar a mais recente proposta de paz apresentada por Teerã, classificando a resposta iraniana como "um pedaço de lixo" e dizendo que sequer terminou de lê-la. O presidente também não esclareceu se os EUA retomariam ataques militares, como havia ameaçado anteriormente caso a liderança iraniana não aceitasse suas condições.
Quanto à análise técnica do S&P 500, a tarefa imediata dos compradores é superar a resistência em US$ 7.404. Isso confirmaria o momentum de alta e abriria espaço para um avanço em direção a US$ 7.427. A manutenção acima de US$ 7.451 fortaleceria ainda mais a posição dos compradores.
No lado baixista, os compradores precisam defender a região de US$ 7.381. Um rompimento abaixo desse nível provavelmente levaria o índice de volta para US$ 7.361, abrindo espaço para uma queda em direção a US$ 7.339.