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07.08.2026 02:54 PM
Mercado recua diante da tempestade

A calmaria antes da tempestade pode ser enganosa. Os mercados acionários dos Estados Unidos estão sentindo isso na prática: após atingir uma máxima histórica na terça-feira, o S&P 500 recuou pelo segundo dia consecutivo, perdendo 0,2%, enquanto o Nasdaq 100, com forte concentração de empresas de tecnologia, caiu 0,4%, afastando-se das máximas recentes.

O motivo não é apenas o cansaço após uma rápida alta. O petróleo disparou em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, alimentando preocupações com a inflação às vésperas da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (Nonfarm Payrolls – NFP) na sexta-feira. Segundo informações da imprensa, Irã e Omã estão próximos de um acordo para retomar a navegação pelo Estreito de Ormuz, mas os detalhes são preocupantes. De acordo com a mídia local, Teerã pretende proibir a passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel, além de exigir compensações das nações consideradas "hostis" antes de autorizar sua travessia. Ao mesmo tempo, a agência iraniana Fars informou sobre ataques navais contra alvos próximos à entrada do estreito. Desescalada no papel e escalada na prática: os mercados não sabem em que acreditar e preferem precificar o pior cenário.

Para agravar ainda mais esse ambiente de incerteza, o Federal Reserve também contribui para a cautela dos investidores. A diretora do Fed, Lisa Cook, normalmente vista como menos inclinada a defender juros elevados, sinalizou que está preparada para elevar as taxas de juros caso a inflação deixe de desacelerar. Segundo o Macquarie Group, isso pode indicar que até mesmo o presidente do Fed, Kevin Warsh, inicialmente visto como favorável a uma política monetária mais branda, poderá ser forçado a adotar uma postura mais restritiva, possivelmente já em outubro. O mercado de contratos futuros vem incorporando essa possibilidade de forma cada vez mais intensa.

Tendência dos pedidos iniciais de seguro-desemprego

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Os dados macroeconômicos forneceram poucos indícios até o momento. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego permaneceram abaixo de 200 mil pela terceira semana consecutiva, reforçando a resiliência do mercado de trabalho, enquanto a produtividade no segundo trimestre acelerou de forma significativamente superior ao esperado. Economistas consultados pela Bloomberg esperam que o relatório de sexta-feira mostre a criação de 80 mil empregos, após os modestos 57 mil registrados em junho — um resultado que, segundo estrategistas, precisa ficar "nem muito forte, nem muito fraco" para satisfazer tanto compradores quanto vendedores no S&P 500.

Na prática, esta sexta-feira será decisiva para a trajetória de curto prazo do principal índice acionário americano. Um resultado muito forte para o mercado de trabalho reacenderá as expectativas de uma nova alta de juros e de um aperto adicional da política monetária pelo Federal Reserve, enquanto um resultado muito fraco voltará a alimentar os temores de recessão e reduzirá o apetite global por ativos de risco. Após semanas de fortes ganhos, o S&P 500 simplesmente não pode decepcionar os investidores: qualquer tropeço poderá desencadear uma onda generalizada de realização de lucros.

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Será que o índice geral de ações vai manter a calma até o relatório crucial de empregos de julho, ou será que a tempestade vai se abater antes disso?

Tecnicamente, o gráfico diário mostra que o índice S&P 500 está recuando em relação às máximas históricas. O nível de pivô em 7.730 tornou-se uma linha vermelha. Um retorno acima desse nível permitiria que os otimistas aumentassem suas posições compradas. Se isso não acontecer, seria um motivo para vender.

Marek Petkovich,
Analytical expert of InstaTrade
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