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31.08.2026 10:53 PM
EUR/USD – Análise do Smart Money: A perspectiva de alra fortalece após o discurso de Warsh

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O par EUR/USD vinha caindo há seis dias, mas o avanço dos vendedores pode agora estar chegando ao fim. De modo geral, pode-se afirmar com segurança que os vendedores realizaram um ataque de fato apenas na última sexta-feira, quando o presidente do FOMC, Kevin Warsh, primeiro fez um discurso e, em seguida, houve uma revisão dos dados anuais de Nonfarm Payrolls. Nenhum desses eventos foi inequivocamente baixista, mas o ataque dos vendedores não foi surpreendente, pois ainda era possível encontrar motivos para comprar a moeda americana, caso se procurasse por eles. Como escrevi anteriormente, o relatório folhas de pagamentos não-agrícolas (Nonfarm Payrolls - NFP) poderia ter sido muito pior do que acabou sendo, enquanto o discurso de Warsh continha alguns novos sinais hawkish. No entanto, se chamarmos as coisas pelos seus devidos nomes e não tentarmos ver branco no preto, não vejo motivos para o dólar subir. O relatório do **NFP apresentou um resultado negativo, enquanto Kevin Warsh apenas falou sobre a inflação elevada e não prometeu elevar as taxas de juros. O preço do euro caiu até a base do **Imbalance 21, e a queda parou nesse ponto por enquanto. Haverá muitos dados econômicos importantes nesta semana, portanto, os vendedores ainda poderão receber suporte adicional.

Na minha opinião, o cenário fundamental continua apoiando plenamente os compradores. Primeiro, qualquer gráfico mostra claramente que o euro iniciou sua alta a partir de níveis relativamente baixos em comparação com seu preço médio no último ano. Isso significa que ainda há espaço para subir. Segundo, o mercado duvida que o FOMC aperte a política monetária em setembro. Terceiro, o mercado começou a questionar se o Fed, sob a liderança de Kevin Warsh, será capaz de apertar a política monetária de fato. Quarto, os dados econômicos dos EUA não trouxeram recentemente nada além de decepções. Quinto, os acontecimentos geopolíticos já não dão suporte aos vendedores nem ao dólar. Sexto, o BCE poderá realizar outro aperto da política monetária neste outono. Sétimo, o Tesouro dos EUA decidiu aumentar suas compras de títulos de longo prazo, reduzindo a demanda pelo dólar. Oitavo, uma nova guerra comercial poderá começar em breve entre Estados Unidos e Canadá e entre Estados Unidos e China. Nono, o mercado de trabalho dos EUA está se contraindo, enquanto a inflação, ainda assim, vem desacelerando nos últimos meses. Assim, não vejo um único motivo para um avanço dos vendedores.

Os dados mais recentes do mercado de trabalho dos EUA mostraram números fracos, a inflação desacelerou e o crescimento do PIB perdeu força. Esses três fatores levantaram dúvidas sobre uma alta dos juros pelo FOMC não apenas em setembro, mas também no futuro próximo. Esse é exatamente o fator que apoiava os vendedores ainda em junho, mas que agora se voltou contra eles. Na minha opinião, a única oportunidade atual dos vendedores está em uma nova escalada no Oriente Médio. No entanto, Donald Trump não demonstra inclinação para uma escalada militar. Agora, ele quer exercer pressão econômica sobre o Irã.

A configuração atual do gráfico indica que o impulso altista está sendo mantido. O preço preencheu completamente o mais recente Imbalance de alta 21 e pode até alcançar o desequilíbrio altista anterior, o 20. A reação combinada a esses dois padrões poderá trazer os compradores de volta ao mercado, permitindo a retomada do movimento de alta. Se um ou ambos os padrões forem invalidados, os vendedores poderão iniciar seu próprio avanço, mas, até o momento, não há indicação disso.

O cenário econômico de segunda-feira não favoreceu a alta do euro. O único relatório de inflação divulgado no dia, o da Alemanha, veio abaixo das expectativas dos traders, o que significa que as chances de um aperto da política monetária do BCE em setembro estão diminuindo. É claro que tudo dependerá do relatório de inflação da União Europeia, que será divulgado amanhã. No entanto, os dados de inflação da Alemanha deram pouco motivo para otimismo em relação ao euro.

Ainda existem inúmeras razões para os compradores atacarem em 2026, e até mesmo a eclosão da guerra no Oriente Médio não reduziu esse número. Estruturalmente e globalmente, as políticas de Trump, que levaram a uma queda significativa do dólar no ano passado, não mudaram. No momento, não vejo fatores significativos que deem suporte à moeda americana, apesar da postura formalmente hawkish do FOMC. Os acontecimentos geopolíticos, que sustentaram a demanda pela moeda americana durante grande parte do primeiro semestre de 2026, já não fazem isso. O conflito no Oriente Médio continua sem solução, mas não houve novas hostilidades por parte do Irã ou dos Estados Unidos.

Calendário de notícias dos Estados Unidos e da União Europeia:

  • Alemanha – Variação nas vendas no varejo (06:00 UTC).
  • União Europeia – Índice de Preços ao Consumidor (09:00 UTC).
  • EUA – PMI de Manufatura do ISM (14:00 UTC).
  • EUA – Vagas de emprego do JOLTS (14:00 UTC).

No dia 1º de setembro, o calendário econômico traz quatro eventos, dos quais destacaria o índice do ISM e a inflação na Europa. Os dados econômicos podem influenciar o sentimento do mercado nesta terça-feira.

Previsão e conselhos de negociação para o EUR/USD:

Na minha opinião, o par permanece em processo de formação de uma tendência de alta. O cenário fundamental mudou bruscamente a favor dos vendedores há seis meses, mas a tendência em si não pode ser considerada anulada ou concluída. Assim, os compradores podem muito bem continuar seu avanço após duas capturas de liquidez em mínimas claramente definidas.

No momento, os traders altistas têm um excelente nível de suporte na forma do Imbalance 21. Um novo sinal de compra pode se formar dentro desse desequilíbrio ou do Imbalance 20. Vejo 1,1797 e 1,1850 como alvos para a alta do euro.

Samir Klishi,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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