PMI industrial do Japão atinge o seu pico, enquanto o JPY fica estagnado em níveis baixos
O setor manufatureiro do Japão iniciou o ano com força renovada. Em fevereiro, o PMI industrial apurado pela S&P Global avançou para 53,0, ante 51,5 em janeiro — o melhor resultado desde maio de 2022. O avanço foi impulsionado por uma aceleração robusta da produção e por um aumento expressivo nas novas encomendas, no ritmo mais intenso dos últimos quatro anos.
A indústria japonesa registrou o maior crescimento de pedidos externos desde junho de 2021, sustentado pela forte demanda da Europa e da Ásia. Diante desse cenário, as empresas ampliaram as contratações pelo 15º mês consecutivo, levando o nível de emprego no setor ao patamar mais elevado em quatro anos. Ainda assim, o avanço não é homogêneo: fabricantes de bens de capital e bens intermediários vivem um momento de expansão, enquanto o segmento de bens de consumo permanece praticamente estagnado.
A retomada da atividade levou as empresas a intensificar as compras de insumos, mas as cadeias de suprimento têm dificuldade para acompanhar o ritmo. Fornecedores relatam escassez de mão de obra e falta de componentes, o que prolonga os prazos de entrega. As pressões de custo continuam presentes: os preços de insumos e de transporte seguem em alta, influenciados em parte pela fraqueza do iene, embora a inflação dos custos tenha arrefecido em relação ao pico registrado em janeiro.
O sentimento empresarial em Tóquio atingiu o nível mais elevado desde meados de 2024. Grandes grupos industriais apostam na recuperação da demanda global e nas políticas esperadas da administração de Sanae Takaichi como motores adicionais de crescimento. Apesar do otimismo moderado, as empresas mantêm uma postura cautelosa, optando por reduzir os estoques de produtos acabados diante da instabilidade nas cadeias de fornecimento.