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Economia dos EUA cresce 2%, mas alta da gasolina segue preocupando o Fed

Economia dos EUA cresce 2%, mas alta da gasolina segue preocupando o Fed

O crescimento econômico dos United States acelerou no primeiro trimestre, recuperando-se da estagnação causada pela paralisação de inverno. Segundo dados do Bureau of Economic Analysis, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 2% em relação ao ano anterior, acima dos 0,5% do trimestre anterior, embora abaixo da previsão de 2,2%.

Esse crescimento foi impulsionado por aumentos compensatórios nos gastos do governo após um shutdown de 43 dias, além de um boom na construção de data centers para atender à demanda por inteligência artificial. A expansão da infraestrutura de TI praticamente compensou a queda na atividade do consumidor, que começou em fevereiro em meio ao conflito com o Irã.

Choque inflacionário

Um sinal negativo importante foi o forte aumento dos preços. O índice de preços de consumo pessoal (PCE) atingiu 3,5% em março, refletindo a alta da gasolina acima de US$ 4 por galão. O bloqueio do Strait of Hormuz, juntamente com ações militares dos EUA e de Israel contra Teerã, continua pressionando o mercado de energia e elevando as expectativas inflacionárias.

O núcleo do índice PCE (que exclui itens voláteis e combustíveis) subiu para 4,3% no primeiro trimestre, superando a expectativa do mercado de 4,1%. Analistas do CIBC classificaram esse nível como “desconfortavelmente alto” para o Federal Reserve, levantando dúvidas sobre qualquer flexibilização da política monetária.

Dólar como beneficiário do caos

Apesar das pressões inflacionárias, os investidores continuam vendo o dólar americano como um ativo de refúgio. O status dos EUA como maior exportador de energia cria uma percepção de proteção contra choques globais, garantindo entrada constante de capital.

No entanto, especialistas preveem uma desaceleração adicional do consumo, já que as famílias americanas precisam redirecionar seus orçamentos para cobrir os custos crescentes com combustíveis — o que provavelmente deve enfraquecer o ritmo da economia no segundo trimestre.

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